Registo de dados · Meteorologia

Resumo da semana de 14 a 18 de setembro de 2026: o ponto próprio, o satélite e a curva de laboratório

Três matérias sobre o que torna fiável um número medido num ponto concreto, três sinais europeus da semana com a respetiva fonte e o que chega nos próximos dias.

Por EIC Controls · · 4 min de leitura

Micro-Estação Registrador de Dados HOBO USB, caixa compacta com cinco entradas para sensores de temperatura, humidade relativa e humidade do solo.

Três matérias esta semana e, por baixo das três, a mesma pergunta: quanto vale um número medido num ponto concreto, e o que é preciso para que valha.

O que saiu esta semana

Porque dois sensores iguais não medem o mesmo: como escolher o protetor de radiação: o abrigo que envolve o sensor pode introduzir mais erro do que o próprio sensor, e escolher entre ventilação natural e aspiração forçada muda a série inteira.

O Sentinel-3C já está em órbita: o que mede um satélite e o que continua a medir a sua estação: o satélite observa a temperatura de superfície, que não é a temperatura do ar, e por isso não substitui o registo no ponto próprio.

Calibrar no campo ou confiar no laboratório: o que mediu um estudo com sensores de humidade do solo: nesse estudo a curva de laboratório desviou-se ao chegar a parcelas reais, e uma única medição de referência no terreno recuperou boa parte da exatidão.

Três sinais da Europa

O buraco de ozono antártico cresceu acima da média. A 16 de setembro de 2026, a Copernicus publicou, com dados do Atmosphere Monitoring Service (CAMS), o seu acompanhamento da segunda metade do ano: a 12 de setembro o buraco atingia cerca de 25 milhões de km², aproximadamente 5 milhões de km² acima da média para esta altura do ano, e no final de agosto a sua área já ultrapassava a da Antártida. Fonte: Copernicus, CAMS. Porque importa: o ozono estratosférico modula a radiação ultravioleta que chega cá abaixo, e quem mede radiação, ou expõe sensores e cablagem ao tempo, trabalha com essa variável de fundo.

Espanha fechou o verão com 61 dias sob onda de calor. A AEMET publicou a 9 de setembro de 2026 que o verão de 2026, ou seja junho, julho e agosto, somou 61 dias em onda de calor na Espanha peninsular e nas Baleares, mais do que qualquer outro verão registado, contra os 41 dias do verão de 2022 e os 36 do verão de 2025. Já no outono meteorológico registou-se outra onda de calor que, provisoriamente, decorreu entre os dias 2 e 7 de setembro e afetou 16 províncias. Fonte: AEMET. Porque importa: uma série com tantos dias extremos põe à prova o abrigo do sensor e a gama de trabalho do equipamento, que são justamente as condições em que a escolha do protetor de radiação decide o erro.

Os incêndios de 2026 vão abaixo de 2025 e muito acima da média. Os dados do EFFIS reunidos pelo Centro Comum de Investigação dão 658 327 ha ardidos na Europa desde o início do ano até 10 de setembro de 2026, com a página atualizada a 11 de setembro: abaixo dos 1 003 860 ha contabilizados na mesma data de 2025, o pior ano registado, e acima da média dos vinte anos de 2006 a 2025, de 338 163 ha. Fonte: EFFIS, Centro Comum de Investigação. Porque importa: depois do fogo mudam o coberto e o solo em redor do ponto de medição, e convém documentar o que mudou antes de comparar com a série anterior.

Na próxima semana

O Combined Drought Indicator do Observatório Europeu da Seca é atualizado a cada 10 dias, por isso haverá mapa novo nos próximos dias. O CAMS lembra que o buraco de ozono costuma atingir o seu máximo entre meados de setembro e o início de outubro: a semana que vem entra em cheio nessa janela. E os números de área ardida do EFFIS continuam a ser atualizados, de modo que o acumulado de 658 327 ha vai ficar curto.

Seleção comercial da EIC Controls

A Micro-Estação Registrador de Dados HOBO USB regista num mesmo ponto várias das grandezas de que esta semana fala: temperatura, humidade relativa e humidade do solo, além de chuva, vento e luz, com cinco entradas para sensores inteligentes e descarga direta por USB. Interessa aqui porque o valor de uma série depende do ponto e da montagem, não do mapa. Ficam por dimensionar os sensores concretos, o abrigo da sonda de ar, a altura de montagem e o intervalo de registo.

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Referências

  • Copernicus, EU Space (2026). "Tracking the Antarctic ozone hole in the second half of 2026". eu-space.europa.eu. Consultado a 18/09/2026.
  • AEMET (2026). "España registra 61 días bajo ola de calor en 2026, más que en ningún otro año". aemet.es. Consultado a 18/09/2026.
  • Centro Comum de Investigação, EFFIS (2026). "Current wildfire situation in Europe". joint-research-centre.ec.europa.eu. Consultado a 18/09/2026.
  • Copernicus Emergency Management Service (2026). "EDO Combined Drought Indicator (CDI), ficha v4". drought.emergency.copernicus.eu. Consultado a 18/09/2026.

Instrumentos para esta aplicação

Micro-Estação Registrador de Dados HOBO USB

LI-COR (HOBO, InTemp, LI-COR) · H21-USB

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